domingo, 10 de março de 2013

Soufflé au chocolat



*Suflê-(francês soufflé) 
"[Culinária] Prato confeccionado com claras de ovo batidas que são misturadas com outros ingredientes e se levam ao forno para cozer.
                  A palavra suflê é o particípio passado do verbo francês souffler que significa "explodir" ou de forma mais solta "inchar"-uma descrição apropriada do que acontece com esta combinação de creme e clara em neve."                  
              
         Não existe uma forma mais cativante para dar boas vindas a alguém do que com uma comidinha bem feita. O doce em especial sempre conforta o coração. Uma nova moradora no apartamento+ sábado a noite+uma barra de chocolate=SOUFFLÉ DE CHOCOLATE.
                                                        
                                                              Você vai precisar de:
 170g de chocolate de sua preferencia
2 ovos
1/2 xícara de açúcar

Mão na massa:
1º- Derreta o chocolate em banho maria.
2º- Separe as gemas das claras. Bata as claras em neve e reserve a gema.    
                                        


3º-Bata as gemas com o açúcar até formar um creme claro e fofo.


4º-Após o chocolate esfriar acrescente a mistura de gemas e açúcar.
5º- Acrescente aos poucos a clara em neve. Faça movimentos leves para não retirar o ar das claras.
6º- Coloque em forminhas de louça(ela faz com que o soufflé asse por igual), leve ao fogo sobre uma assadeira com um pouco de água.
7º- Asse até crescer um pouco e criar uma casquinha durinha por fora.


8º- Essa casquinha durinha esconde um delicioso creme de chocolate, de comer rezando. Para ficar ainda mais delicioso sirva com uma bola de sorvete de creme.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Lugar de mulher é na cozinha... Profissional


“É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.”
Simone de Beauvoir




Procurando por uma lista das principais chefs de cozinha da história para acrescentar ao meu post sobre o dia da mulher fiquei extremamente frustrada quando não encontrei nem um top 5 das mulheres que fizeram algo para a gastronomia. Sempre ouvir falar que a mulher foi excluída da cozinha profissional, mas nunca achei que as que conseguiram seu espaço foram esquecidas. E onde fica Julia Child? E  Anne-Sophie Pic?


Ainda hoje existe os conceitos: mulheres são cozinheiras e homens são chefs, mas somos nós mulheres que acompanhamos na ponta dos pés nossas mães e avós na cozinha, somos nós que dividimos 24 horas por infinitas coisas, somos nós que passamos por inúmeras horas de parto e ainda acrescentamos na equação um salto alto e um batom. Quando pegamos a essência da mulher e aplicamos na cozinha profissional, podemos ser SIM mulheres inteligentes, organizadas, e fortes, no sentido literal da palavra, sem contar que nossa feminilidade sempre dá um toque a mais em tudo que fazemos.

“Me tornei mulher porque me tornei independente, antes de tudo.
Não sou de frescura e muito menos de compulsões consumistas.
Mas ainda tenho um lado mulherzinha: choro à beça, sou louca por flores, não vivo sem meus hidratantes, aprecio o cavalheirismo, gosto de ficar de mãos dadas no cinema, devoro revistas de moda, me interesso por decoração e fico chocada quando escuto expressões grosseiras.
Ah, e calço 36.”
Martha Medeiros

“Entre os 50 melhores restaurantes do mundo em 2011 - pelo ranking da revista britânica Restaurant -, apenas três cozinhas são comandadas por mulheres. No Guia Michelin, a situação não é diferente: apenas cinco mulheres estão à frente de restaurantes classificados com a cotação máxima de três estrelas.” Quanto a isso você pode perguntar: Mas não seria por conta da falta de compromisso, independente do sexo? Ai eu digo, hoje entre 3 alunos que entram em cursos de formação profissional de gastronomia 2 são homens, provando ainda a dominação machista no pensamento da sociedade: MULHER QUE COZINHA É A AMÉLIA.

No entanto, o Brasil vem mostrando um grande avanço nessa área. È no país da Mulher presidente que muitas cozinhas também são comandadas por mulheres. A Carla, a Helena, a Mara, a Roberta e a Bel estão virando o jogo e começando a mostrar para esse bando de marmanjo conservador que o lugar da mulher é na cozinha...profissional, e competência independe de gênero.

                                    “Não se nasce mulher: torna-se.”
                                           Simone de Beauvoir
                      



                                          Feliz dia internacional da Mulher

segunda-feira, 4 de março de 2013

Fruit Woman


Para começar a semana já homenageando as mulheres, fotos de uma talentosa fotografa: Cristina Otero de apenas 16 anos, a espanhola tira fotos próprias com diversos temas. Para combinar com a Confeitancia algumas fotos simplesmente incríveis com a temática FRUTAS. 



                       

       

                               
                                      

                                
                                 

                           


domingo, 3 de março de 2013

Cora Coralina e Doce de abóbora


Sou mais doceira e cozinheira
do que escritora, sendo a culinária
 
a mais nobre de todas as Artes:
objetiva, concreta, jamais abstrata
a que está ligada à vida e
 
à saúde humana.

(trecho do poema: Cora Coralina, Quem É Você?)
 
 Muito ouvir falar sobre Cora Coralina, uma mulher que escondia seus poemas dentro de caixinhas de doces, por receio do marido, onde presenteava amigos. Metade doceira e metade poeta, sempre fazia de suas palavras doces sabores.

 “Para Aninha
Doces e poemas
Poemas que são doces

Doces de poemas
De Cora doceira
De Cora da ponte
De Cora da fonte...
Da vida
Canto o poema
Poema de encanto
Poema que aflora
Da doce Cora
Alma com açúcar
Mãos com poesia
Céu vermelho
Rio vermelho
Vermelhos frutos
Caju e amora
São doces os divinos doces
Feitos por Cora
Canto a juventude
De Cora doceira
De Cora doceira
De Cora da ponte
De Cora da fonte”
                     Cora Coralina

Famosa por seu doce de abóbora(no qual colocava uma colher de cal virgem :O), feito em tacho de cobre e fogão a lenha.
“Como da sua mão só brotava arte, moldava verdadeiras obras-primas, doces poemas comestíveis. Fazia doces glacerizados – e não cristalizados, como gostavam de exaltar – passados numa calda bem grossa e colocados para secar ao sol num tipo de jirau. “... A calda grossa formava o glacê, liso, brilhante...”, escreve no livro seu neto Flávio de Almeida Salles Júnior.”
  
                                                             Receita Doce de abóbora

                                                 Você vai precisar de:

                                                    2 kg de abóbora
                                   1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
                                Paus de canela e/ou cravos-da-índia a gosto
                                                     1 kg de açúcar
                                           
                                                    Mão na massa:

1º-Descasque a abóbora, tire as sementes e corte em cubos. Deixe descansar na água com o bicarbonato de sódio por 2 a 3 horas.
  

2º-Lave os cubos em água corrente, escorra e seque bem. Fure os pedaços com um garfo e reserve.

3º-Faça no fogo uma calda fina de açúcar com água (fervida por aproximadamente 10 minutos), cubra a abóbora e deixe ferver em fogo brando até amaciar, com a canela e/ou o cravo-da-índia. Deixe apurar na calda até o dia seguinte.


*Se quiser doces glaceados, retire os cubos da calda e escorra numa peneira. Volte a calda ao fogo para apurar bem. Passe os pedaços de abóbora pela calda e ponha em um tabuleiro para secar. Cora os secava ao sol.



Nota de Cora:
 Não se deve mexer o doce para não quebrar os pedaços da abóbora. Se precisar virar no tacho, que seja cuidadosamente, pedaço a pedaço, com um garfo.
P.S.: Eu passei cada pedacinho em açúcar cristal.

“Aninha embalava seus doces em caixinhas de papelão. Eram três camadas de doces, forradas e intercaladas por papel celofane cortado do tamanho exato da caixinha. “Uma de cada variedade que tinha no momento”, conta Vicência. Mamão vermelho, cidra, abóbora. Em seguida, a caixa era embrulhada em papel bonito. “E finalmente amarrada com um barbante ornado com um delicado fio metálico enrolado em espiral”, conta o neto Flávio. Não adiantava o freguês querer só de um tipo: era convencido a levar os três doces com o argumento de que não se arrependeria, porque todos eram excelentes.”

Curiosidades:
*Cora deixou de herança, além dos seus poemas, um tacho de cobre para cada filho e neto.
*Já viúva vendeu doces para juntar dinheiro e comprar um casa. Hoje essa casa é um museu
*Cora começou a escrever aos 14 anos, mas só teve um livro publicado aos 75 anos.

                                                                                                             Beijos da Dora

Indicação


A pequena cozinha em Paris


Vi em um blog a indicação e logo procurei assistir. Logo no primeiro episódio que vi fiquei perdidamente apaixonada, uma chef que busca referencia em todas as diversidades gastronômicas para reinventar alguns pratos tipicamente franceses. Tendo um pequeno restaurante em seu próprio loft e uma cozinha com um toque totalmente vintage, inspira qualquer aspirante a chef como eu.

sábado, 2 de março de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Oque quer ser quando crescer?

Sempre tive em mim o sonho de ser chef de cozinha, nunca tinha parado para pensar nisso até o momento que larguei a faculdade de nutrição e tive que busca motivações para a minha escolha. Minha mãe logo trouxe na lembrança as tardes de brincadeiras onde com um pouco de terra que era moldado em forminhas e enfeitadas com plantinhas e flores e dispostos em uma caixa de papelão. Me lembrei rapidamente das insistentes vezes que falava:
-Mãe, posso te pedir uma coisa?- ela já sabendo oque era respondia.
-Um ovo e um pouco de farinha?.
Essa mistura,junto com outras coisas, era levada ao micro-ondas em uma forminha de bolo de plastico, e rendia um bolo solado mas que naquele momento era a coisa mais saborosa da tarde. Nas brincadeiras com as irmãs sempre queria ficar com o restaurante e servia pão dormido(que conseguia escondido com minha adorada Mirian) com ketchup, e no final de tudo elas sempre reclamavam que eu não queria arrumar nada, na época era EU COZINHO, MAS NÃO LAVO OS PRATOS.
Após alguns anos de acompanhante de minha mãe na feira comecei a ganha R$1,00 que dava para comprar uma touca de náilon que vinha com 1 legume e 1 verdura de cada versidade. Junto com essas verduras e legumes ganhava o famoso ovo e a xícara de farinha, mas também veio um fogareiro a álcool que minha mãe sempre tinha o cuidado de acender, e no banco do quintal comecei a fazer meus experimentos gastronômicos.
Minha paixão pelo doce talvez tenha vindo dos fins de semanas regados de "gordices" que meu pai fazia questão de trazer junto com muitos filmes.
Quando sai do ginásio ganhei de presente da dona da escola uma panelinha cheia de brigadeiro, e uma     receita de como ser feliz.
Lembrando de todas as coisas que passei principalmente da minha maravilhosa infância, só me resta assumir o que sempre soube quando um adulto se aproximava e perguntava: OQUE QUER SER QUANDO CRESCER?
                    Eu quero tocar a alma das pessoas através da comida, eu quero que quando comam não pensem na pressão da sociedade que as mantem em constante dieta, eu quero lhes proporcionar felicidade e quem sabe inspirar novas pessoas a acreditarem que sonhos se tornam reais.